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segunda-feira, 28 de julho de 2008

ÂNCORAS

Desconfio sempre do novo-riquismo das citações quando servem para validar uma afirmação própria através do pensamento comprimido e mais ou menos em pastilha de um nome de indiscutível prestígio.

No entanto, e por outro lado, gosto de sublinhar os livros que leio. São âncoras que deixo ficar por ali a agarrar-me a memória. Às vezes são também sementes de outros voos. Ou peças de um grande puzzle que é este jogo de entender a vida através da leitura.

Por isso, aqui vão algumas

“- Ouve (o sino) sempre, porque assim, profunda e tranquila, igual ao sino maior da tua aldeia, assim deve soar a tua voz.
- Mas, madrinha – objectou a menina – , esta não é a minha aldeia.

- Mas há-de ser logo que a tua voz soe como o sino maior.”

Laura Restrepo, “A noiva obscura”,


“As histórias completamente verídicas só interessam à polícia”

Jorge Semprún, “Vinte anos e um dia”


“…a vida é uma sucessão de equívocos que nos conduzem á verdade.”

Roberto Bolaño, “Nocturno chileno”