terça-feira, 9 de novembro de 2010

REEDIÇÕES



Há livros que passam despercebidos. Resultam da escolha de editores avisados e trazem avant la lettre grandes textos ao convívio de críticos virados para outras urgências mediáticas e de um público que por vezes anda pouco atento às pequenas pérolas que lhe são ferecidas.

É o caso de dois livros recentemente reeditados.

O primeiro, de de Carlos María Domínguez, argentino a viver no Uruguai. Uma história que se desenvolve sob a forma de uma investigação que parte de um livro e de uma relação amorosa que ele evoca e que segue em busca dos passos de um homem e do seu desmedido amor aos livros e à leitura.



O segundo é do irlandês Sebasian Barry em que o autor visita a Irlanda a partir do início do século XX com todas as suas lutas e contradições, misérias e grandezas, através da figura de Eneas, um não-herói ou anti-herói, que nos entra indelevelmente na pele e nos faz mergulhar intensamente na sua leitura.

1 comentário:

Pipas disse...

Também já li "A Casa de Papel" do Carlos Maria Dominguez e achei-o fascinante o outro não o conhecia mas já está em lista de espera.
Na minha opinião um dos problemas destes livros não serem conhecidos (pelo menos no caso do "A Casa de Papel), é o tamanho, porque a para a maioria das pessoas um livro só é bom se for um "calhamaço" e esquecem-se que por vezes há muito mais qualidade em 100 páginas do que em 600.
Nuno