sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Chico Buarque


No natal de 2007 vi um documentário sobre Chico Buarque. Nesse documentário ouvi um excerto do seu livro “Budapeste”. Não resisti. Li o livro. Li o “Estorvo” e agora acabei o “Benjamim”. Em todos eles ficamos surpreendidos como compõe as palavras, como é solidário com as suas personagens, como conduz a narrativa, com o sentido de humor, como perspectiva a tragédia, tornando-a quase burlesca.

2 comentários:

Paulo Ventura disse...

No Budapest há um frase que eu utilizo para explicar aos alunos um dos grandes problemas colocados ao nosso cérebro e à nossa, no que ao reconhecimentomda palavra falada diz respeito. A fala é essencialmente contínua, não havendo pausas entre as palavras - ou seja, não há o equivalente aos espaços em branco no texto escrito. É a nossa mente que vai recortando fronteiras recorrendo a ìndices acústicos e a outros índices ainda mais complexos (por exemplo, probabilidades de transição entre elementos da fala)Podemo-nos aperceber desta caratcerística da fala ao ouvir discurso em língiua estrangeira. Paraece um fluxo contínuo. Como escreve Chico Buarque, tentar perceber palavras neste fluxo contínuo "é como tentar cortar um rio com uma faca".

leonor disse...

Budapeste é um dos meus livros preferidos e que acabou por me levar à própria cidade, muito embora Chco Buarque só a tenha conhecido in loco depois de escrever o livro. O documentário é muito bom também.